Do “Faço o que eu digo” ao “É assim que se faz”.

Sempre acreditamos que uma realização significativa começa com uma visão significativa. O profissional que enxerga longe é  sempre o mais admirado, o mais valorizado, o mais consultado quando desejamos encontrar um novo rumo para nossos negócios.
Mas simplesmente enxergar o destino não significa que você conseguirá chegar lá. Entre o ponto A e o ponto B existe o caminho. E no mundo dos negócios, essa trajetória quase nunca é uma reta. É aí que está o grande desafio da execução, que vem jogando por terra brilhantes planos de negócio e planejamentos estratégicos elaborados por milhares de empresas em todo o planeta.
Talvez por isso grandes consultorias, tão preocupadas em se livrar do estigma de meras palpiteiras bem preparadas, estejam incluindo em seu menu de serviços a implementação de suas próprias recomendações.
Implementar exige método para seguir a sequência exata de ações que levam ao resultado desejado. Nesse caso, a ordem dos fatores pode sim, alterar em muito o produto final.
Implementar exige disciplina para manter nossa bússola sempre na direção apontada pelo plano original; apesar dos inúmeros desvios, supostos atalhos e oportunidades tentadoras que aparecerão pela estrada.
Implementar exige flexibilidade para saber contornar as pedras no meio do caminho e entender que o “preto no branco” do planejamento pode se traduzir numa variada gama de cinzas na hora da execução.
Enfim, implementar não é pra qualquer um. Aliás, é para no mínimo dois ou três profissionais de perfis bem diferentes, embora complementares.
O primeiro, como já dissemos, é aquele que pensa grande, que enxerga o destino, que define aonde devemos chegar.
O segundo é o profissional que pensa objetivamente, que enxerga a estrada, que conhece o caminho, que sabe manobrar entre os obstáculos do mercado para fazer com que a empresa alcance seu destino, dispendendo o mínimo tempo e os menores recursos.
E o terceiro é aquele que pensa o detalhe, que enxerga o passo, que se preocupa com a excelência na execução de cada tarefa necessária e que, hoje em dia tem que aprender a conviver com o conceito do “suficientemente bom”, sob pena de torna-se um frustrado.
É evidente que a receita do sucesso está na combinação desses três profissionais. Mas o grande problema é a posição que cada um deles ocupa dentro da organização.
Por muitas vezes, temos encontrado brilhantes estrategistas fazendo mal feito em cargos operacionais, detalhistas natos liderando projetos que não saem do lugar e até mesmo excelentes implementadores na cadeira do presidente sem saber para que direção conduzir sua empresa.
Empresas de sucesso são aquelas que conseguem colocar o profissional certo na cadeira certa, criando ambiente, motivação e condições para que trabalhem juntos. Cada um com seu talento, sua essência, sua vocação, mas todos remando para o mesmo lado.
Empresas assim conseguem enxergar as tendências e oportunidades do mercado, sabem se preparar para aproveitá-las no melhor momento, e fazem acontecer melhor e mais rápido, enquanto seus concorrentes ficam só nos planos.
Por Zé Luiz Tavares em Revista HSM Management | Jul/Ago 2011

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